Arquivo do mês: abril 2009

BALANÇO – FLISOL 2009


Este ano o FLISOL superou minhas expectativas. Todas as palestras estiveram lotadas de pessoas interessadas em Software Livre. Para min foi uma grande surpresa encontrar o auditório lotado para minha palestra sobre “O uso do software livre como ferramenta pedagógica nas escolas”. Não imaginei que tantas pessoas pudessem estar interessadas neste assunto.

Espero que estas pessoas possam ser multiplicadoras da mensagem que procurei passar em minha palestra.

Além da palestra também participei do primeiro Batismo Digital realizado em Goiás. Sem dúvida um experiência muito enriquecedora, pois pude observar quantas pessoas estão interessadas em tecnologia e também em como essa tecnologia pode mudar suas vidas para melhor.

Também participei do Install Fest, com o Pandorga Linux para Crianças. A procura pela distribuição foi pequena, mas pude conversar com várias pessoas sobre ela também fiz 2 cópias do CD para interessados. Espero que estes também possam ser multiplicadores desta idéia.

Os slides da palestra podem ser vistos abaixo e as fotos do batismo  e do install fest podem ser vistas aqui.

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12 Dicas de como criar uma interface de sucesso


Durante meu curso de graduação, em uma das disciplinas chamada: Interface Homem-Máquina o professor disse uma vez que uma boa interface é aquela que diminui a carga de memória do usuário. Fiquei com aquelas palavras na cabeça até hoje.

Hoje durante minha leitura diária do blog do Magaiver, vi um artigo sobre dicas de como criar uma interface de sucesso. 8 delas foram retiradas do blog UsabilityPost e 4 foram dicas do próprio Eduardo Fernandes. Confiram comigo no REPLAY. Um interface de sucesso tem que ser:

  1. Clara;
  2. Consisa;
  3. Familiar – Pode inovar, mas não a ponto de deixar de se comunicar;
  4. Responsiva – Dá retorno ao usuário: “80% downloading, terminei de baixar”, etc;
  5. Consistente – Manter um visual parecido em todo o site ou aplicativo;
  6. Atraente;
  7. Eficiente;
  8. Tolerante – Ajuda o usuário quando ele comete um erro (exemplo: “Ctrl+Z, desfazer”);
  9. Humana – Como as mensagens de erro do Twitter. Precisa parecer que há gente criando aquilo. Não precisa ser gente prolixa, mas humana;
  10. Contextual – As opções só aparecem quando precisamos delas;
  11. Adaptáveis – Se sou um usuário experiente, quero fazer meus próprios menus, com tudo à mão;
  12. Dispensáveis – Não chamam atenção e permitem que me concentre naquilo que estou fazendo. De preferência, em modo fullscreen.

Batismo Digital no FLISOL 2009


Na chamada “Sociedade da Informação” vivemos uma realidade onde a informática se faz presente em quase todas as atividades do dia-a-dia. Infelizmente o acesso as TIC´s (Tecnologias da Informação e Comunicação) ainda é pequeno. É pensando nestes “excluídos digitais” que foi criado o Batismo Digital.

Esta iniciativa “GRATUITA” tem como principal objetivo permitir que pessoas que têm pouco ou nenhum acesso ao computador e internet sejam “batizadas”, ou em outras palavras, iniciadas no mundo digital. No Batismo Digital o computador é apresentado a pessoas que talvez, não tenham a mínima familiaridade com o computador e suas ferramentas, e portanto, poderão ter dúvidas primárias, como manusear o mouse, sua função, navegador que permite acesso à internet, etc.

O Batismo Digital foi um grande sucesso na Campus Party Colômbia, que ocorreu em junho de 2008, “batizando” cerca de 8.000 pessoas. Em outubro, na CP Iberoamerica, em El Salvador, foram mais 2.500 beneficiados. Este ano ele também ocorreu no Campus Party em São Paulo e foi notícia nos principais meios de comunicação.

Destinado a crinças, idosos, pais de família, jovens e demais interessados, o Batismo Digital acontecerá em três modalidades:

Batizado 1.0 – CONHECER. Indicada àqueles que desejam ter o primeiro contato com o computador, essa modalidade oferece aos participantes noções básicas de como usar o computador para navegação na internet.

Batizado 2.0 – DOMINAR.  Esse modo é indicado àqueles que já conhecem a web, navegam com facilidade e agora desejam exercitar sua cidadania através da internet e criar conteudo através de ferramentas de produtividade, tais como Orkut, MySpace, Facebook, wikis, blogs, microblogs e salas de bate-papo.

Batizado 3.0 – COLABORAR. Emergindo a partir de uma nova concepção do Batismo Digital, o batizado 3.0 é indicado aqueles que desejam conhecer o valor da colaboração e aprender a colaborar.

Este ano o Batismo Digital irá ocorrer também durante o FLISOL 2009 (Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre) na FATESG em Goiânia-GO, trazendo para a cidade um evento que tem por característica ser referência em inclusão digital.

O Muro da Inclusão


O projeto “Hole in the Wall” (Buraco no Muro) existe na Índia desde 1999 e é uma iniciativa do professor Sugata Mitra. O vídeo abaixo é um documentário que mostra como medidas simples podem “fazer a diferença” quando se trata de educação e inclusão digital.

Profissão: Programador


Recentemente tive a oportunidade de ler na revista A Rede uma entrevista com Marcos Mazoni, atual presidente do SERPRO e pioneiro na utilização e divulgação do Software Livre no Brasil.

A entrevista é bastante interessante e merece ser lida por aqueles que se interessam pelo assunto Software Livre em geral.A última pergunta me chamou mais a atenção pois toca em um assunto que me desperta um grande interesse. A educação técnica e profissionalizante. Abaixo segue o trecho da entrevista ao qual estou me referindo:

“ARede – O que representa, para jovens que estão se formando no software livre, ter acesso a essas ferramentas e poder fornecer para o setor público?

Mazoni – Nas universidades, temos formação de profissionais da engenharia, da tecnologia da informação, análise de sistemas, tecnólogos. São esse que vão estar no campo da análise de requisitos, os chamados analistas de sistemas. A carência que o país e a sociedade mundial têm é da geração de código. Precisamos de mais programadores. Se tivéssemos mais programadores no Brasil, estaríamos até atendendo demandas externas. O que é isso? É o cara que gera o código. E nós estamos apostando na geração de código Java, nesta ferramenta. Eu, particularmente, sou fã de trabalhar tanto com Phyton quanto com PHP, mas tivemos que fazer uma opção e escolhemos o código Java. A possibilidade que a gente tem, nos telecentros e nos mais diferentes centros de formação fora do mundo acadêmico, é de ter uma força de trabalho para geração de código que vai poder, com essas ferramentas a custo zero, fazer trabalhos para o governo e para empresas privadas. A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento trabalha no sentido de reformular normas para que possam ser contratados só não sistemas totais, mas componentes desses sistemas como, por exemplo, uma solução de checagem de CPF. O mercado do governo seria então aberto a pequenos projetos desenvolvidos por essas pessoas em formação nos mais diferentes cantos do Brasil e não necessariamente no meio acadêmico. Nossa ideia é ir construindo um novo mercado de trabalho, de alta qualidade e baixo impacto ambiental, para que as pessoas possam ter emprego e renda a partir do software livre.”

Sou professor do curso Técnico em Informática em um Centro de Educação Profissional. Este curso tem por objetivo formar técnicos em informática com ênfase na área de programação. Fico feliz em saber que o setor público está à procura dos caras que geram código, pois é isso que nossos jovens alunos querem: PROGRAMAR. A maior parte do curso é ministrada através de linguagens e ferramentas livres. Nós professores, além do conhecimento técnico procuramos passar aos nossos alunos noções de trabalho colaborativo e valores como ética e cidadania.Valores estes encontrados na filosofia do Software Livre.

É bom saber também que haverá um mercado de trabalho promissor a espera destes jovens que logo irão terminar o curso técnico e esperam um “lugar ao sol” nesta que é uma área extremamente competitiva.

Quem quiser ler a entrevista na integra poderá fazê-lo diretamento no site da revista A Rede.

Escritório Aberto


Algumas pessoas e também empresas tem dificuldade em migrar do M$-Office para o BrOffice.org pois já estão acostumadas a usar o Word, Excel e PowerPoint. Para facilitar o processo de migração foi criado o projeto Escritório Aberto.

“O Projeto Escritório Aberto tem como objetivo fornecer arquivos para o BrOffice.org. Assim, futuros usuários contarão com aplicações práticas para demonstração dos diversos usos do BrOffice.org por meio de exemplos utilizáveis. Desse modo, aqueles que estiverem no início de um aprendizado, poderão ver a teoria aplicada à realidade. Pensamos que isso facilitará muito a vida desses iniciantes, assim como a de usuários experientes, que poderão também se beneficiar desse repositório. Trata-se de arquivos de uso no cotidiano, enviados por colaboradores, o que poupa muito trabalho, pois muitos dos arquivos servem perfeitamente a nossas necessidades. Basta, para isso, baixar e usar.”

Fonte: BrOffice.org

Revista Espírito Livre #001


Foi lançada ontem (12/04/2009) a primeira edição da revista digital Espírito Livre. A publicação traz vários artigos sobre software livre e cultura geek escritos por uma equipe de colunistas liderada por João Fernando da iniciativa Espírito Livre.

Nesta edição o artigo que mais me chamou atenção foi o Linux em Sala de Aula, escrito por Sinara Duarte.

A revista ainda traz um artigo sobre Computação em Nuvem e outro sobre o padrão aberto ODF.

Vale a pena conferir a publicação. Para fazer o download basta clicar na figura abaixo.