Comunidade é…


Segundo a Wikipédia, a palavra comunidade pode ter diferentes significados. Vou citar aqui apenas aquele que acredito, seja o que se encaixa melhor neste post.

“Do ponto de vista da sociologia, uma comunidade é um conjunto de pessoas que se organizam sob o mesmo conjunto de normas, geralmente vivem no mesmo local, sob o mesmo governo ou compartilham do mesmo legado cultural e histórico. Os estudantes que vivem no mesmo dormitório podem formar uma comunidade, assim como as pessoas que vivem no mesmo bairro, aldeia ou cidade. Fichter, 1967 em suas Definições para uso didático[2] ressalta que uma palavra que é rodeada de significados múltiplos, requer uma cuidadosa definição técnica, ao que propõe: comunidade é um grupo territorial de indivíduos com relações recíprocas, que servem de meios comuns para lograr fins comuns.”

Nos últimos meses tenho pensado muito sobre o assunto e tomei algumas decisões que podem, a principio parecer “radicais”, mas vou procurar expressar meu ponto de vista e quem sabe alguém vai entender minha intenção.

A cerca de 5 anos + ou – comecei a ter contato com a comunidade de Software Livre de Goiás através do PSL-GO (Projeto Software Livre Goiás) e também da ASL-GO (Associação Software Livre de Goiás) , em 2006 participei do 3.º Fórum Goiano de Software Livre, realizado na faculdade ALFA. Foi uma experiência muito boa e me trouxe uma nova motivação em relação ao Software Livre e também a minha relação com a TI . Em 2007, participei do meu primeiro FLISOL (Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre) , realizado na época pelo CEFET. Mais uma vez fiquei impressionado com a organização e também com a grande quantidade de pessoas envolvidas com Software Livre e sua filosofia. Na época eu estava terminando a graduação e já trabalhava com SL e de certa forma já atuava em favor da “causa”.

Em 2008, tomei coragem e resolvi submeter uma proposta de palestra para o FLISOL que desta vez foi realizado no SENAC. Eu estava cursando uma pós-graduação na área de Informática Educativa e resolvi relacionar os dois assuntos, pois acredito que tenham tudo a ver. O título da palestra foi: Informática em Educação e Software Livre nas Escolas. A palestra foi aceita e então entrei de vez no “movimento” goiano de Software Livre.

Desde então venho participando ativamente de eventos como o FGSL (Fórum Goiano de Software Livre), SGSL (Simpósio Goiano de Software Livre), FLISOL, Dia Debian, entre outros.

Em agosto de 2009 fui a minha primeira reunião na ASL-GO, onde minha entrada naquela entidade foi aprovada em assembleia.  Para min era o começo de minha militância efetiva no “movimento” SL em Goiás, mas como tudo nem sempre é como planejamos, não foi bem aquilo que esperava. Um pouco por minha própria culpa, mas também pelo que chamo de “catedralização” da ASL-GO que apesar de ser goiana, tem poucos associados do interior do estado. Isso dificultou minha participação nas reuniões, que sempre são realizadas na capital e por vezes não conseguia me deslocar, por incrível que possa parecer, 50 quilometros de Anápolis até Goiânia.

Também em 2009, apoiado por alguns amigos (Marcelo Akira, Arthur William, e Elisabete Kowata) resolvi assumir a coordenação do Dia Debian que foi realizado na cidade de Anápolis-GO, sendo esta a primeira vez a sede do evento não era na “capitar”.

Durante a organização do Dia Debian, resolvemos criar uma comunidade de conhecimento livre em Anápolis, que entre outras coisas, teria como objetivo divulgar o Software Livre em nossa cidade e também trazer mais pessoas para a ASL-GO e torná-la mais forte junto ao “povo” do interior do estado.

Em 2010, a comunidade “Anapolivre” como é conhecida, teve sua primeira grande tarefa: Realizar o primeiro FLISOL em Anápolis. Apesar de pouco apoio, um pequeno grupo de colaboradores, conseguiu realizar o evento.  Não passamos nem perto do grande público do FLISOL Goiânia, mas junto com a cidade de Uruaçu e Cocalzinho levamos muitas pessoas a conhecer o SL e sua filosofia.

No final daquele mesmo ano, ajudei na organização do FGSL 7 e lá encontrei um grande amigo chamado Jhonatan da Mata de Jesus, que me falou muito sobre a importância das comunidades locais de Software Livre e como elas deveriam se apoiar de forma mutua e com isso se fortalecer e ganhar mais representatividade.

Este ano durante a realização do segundo FLISOL em Anápolis, fiz uma palestra sobre a comunidade Anapolivre. Minha idéia é simples: Quanto mais pessoas se interessarem em entrar na comunidade, mais força ela terá dentro da cidade, poderemos realizar mais projetos e teremos mais apoio das instituições públicas e privadas.

Não quero com isso, romper com a ASL-GO ou PSL-GO, mas sim fortalecer a nossa comunidade local e assim auxiliar de forma mais efetiva a disseminação das idéias de cooperação e colaboração que o Software Livre traz consigo.

Essa idéia surgiu do famoso ensaio de Eric Raymond, baseado no desenvolvimento do Linux e outros projetos SL.

Espero que a comunidade “Anapolivre” possa ajudar nos projetos SL em Goiás e trazer mais pessoas para o “mundo digital”, pois acredito que o Software Livre é um ótima ferramenta de inclusão digital. Também desejo colocar em prática uma parceria entre a comunidade e as escolas da cidade, em prol do uso do SL Educacional.

Sei que não é uma missão fácil, mas espero contar com a ajuda de muitas pessoas. Quanto mais pessoas trabalharem juntas em função de um mesmo objetivo, melhor será o resultado do trabalho. Para min, isso é “comunidade”.

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