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Pandorga GNU/Linux é Tricampeão do Prêmio Ação Coletiva


Ontem (25/10) aconteceu em Brasília no centro de convenções Brasil 21 a abertura do 2.º Encontro Nacional de Tecnologia da Informação, evento realizado pelo Ministério do Planejamento, o Ministério das Cidades, a Secretaria de Relações Institucionais e a Telebrás e com o apoio do Portal do Software Público Brasileiro.

Este evento tem importância singular no cenário tecnologico brasileiro pois concentro em si outros eventos como:

– II Encontro Nacional de Tecnologia da Informação para os Municípios
– II Encontro Nacional de Qualidade de Software
– I Encontro de Governança em Tecnologia da Informação
– I Encontro Nacional de Dados Abertos
– Pré-Conferência Nacional de Governo Eletrônico

Durante a abertura do encontro também aconteceu a entrega do 5.º Prêmio Ação Coletiva, que tem como objetivo  reconhecer a participação da comunidade do Portal de Software Público Brasileiro na colaboração voluntária no desenvolvimento e aprimoramento dos softwares dentro do ambiente do Portal.

Este ano a distribuição Pandorga GNU/Linux  recebeu pela 3.ª vez o Prêmio Ação Coletiva e para minha felicidade o ganhador é este que vos escreve. Sinto-me honrado com a indicação e também com os votos de toda comunidade que me fizeram ganhar o prêmio.

O trabalho de desenvolver, manter e divulgar o Software Livre nem sempre é fácil e muitas vezes não tem o reconhecimento devido. A tarefa torna-se ainda mais difícil quando se trata de um Software Livre voltado a Educação, que em nosso país ainda é tratada com descaso e falta de investimentos.

Convencer professores de que a informática quando bem utilizada pode ser uma parceira muito forte no processo de ensino-aprendizagem, e que para que isso  ela deve ser livre, é uma tarefa complicada. Este professor que muitas vezes cumpre longas jornadas de trabalho mal remunerado, ainda não consegue enxergar nas TIC´s (Tecnologias da Informação e Comunicação) uma aliada no ofício de educar.

São comunidades como a do Pandorga GNU/Linux e SLEducacional, que agregam pessoas da TI e da Educação, que tornam esta tarefa mais eficiente e eficaz, mostrando aos professores o grande potencial pedagógico dos Softwares Livres Educacionais. E o fato do Pandorga ter sido novamente agraciado com o prêmio, é a prova disso.

Fiquei extremamente lisonjeado por ter sido o indicado deste ano e gostaria de usar este espaço para agradecer algumas pessoas.

Em primeiro lugar quero agradecer ao Rainer Kruger e sua esposa Francine pela indicação e pela simpatia e carinho com que me trataram ontem durante todo o dia em que estive com eles no evento. Fiquei muito feliz e conhece-los pessoalmente e dividir com eles a alegria do reconhecimento da comunidade.

Quero agradecer também a todos os amigos e amigas do movimento Software Livre em Goiás, que me proporcionaram a oportunidade de divulgar o Pandorga GNU/Linux  e o também o projeto SLEducacional.

Também quero fazer um agradecimento especial a minha família com a qual as vezes falto com a minha presença, por estar fora em eventos e trabalhos de divulgação do Software Livre e Educação.

Espero sinceramente que este prêmio sirva como exemplo a todos aqueles que acreditam em um ideal. Não desanimem pois uma hora ou outra seu trabalho será reconhecido.

Obrigado a todos pelo apoio e vamos continuar lutando por uma Educação melhor e livre para todos os brasileiros.

Técnico em Informática ou Técnico em Programação de Computadores?


Durante esta minha jornada (desde 2008) como professor do ensino profissional, fui acumulando algumas experiências importantes para minha atuação como docente e principalmente como cidadão incomodado com as perspectivas que o jovem tem no mercado de trabalho.

Em conversa com um colega professor, enquanto comentávamos os motivos pelos quais os alunos abandonavam o curso técnico em informática. Chegamos a conclusão que os motivos são diversos, por isso vou citar apenas alguns que achei os mais importantes:

  1. A denominação do curso – Isso mesmo meu caro leitor, o nome do curso. O termo Técnico em Informática costuma causar uma certa confusão para os jovens que procuram este curso. A principio eles acreditam que o técnico em informática irá prestar apenas serviços de manutenção de computadores, o que não é verdade, veja o que o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos diz: “Desenvolve programas de computador, seguindo as especificações e paradigmas da lógica de programação e das linguagens de programação. Utiliza ambientes de desenvolvimento de sistemas, sistemas operacionais e banco de dados. Realiza testes de programas de computador, mantendo registros que possibilitem análises e refinamento dos resultados. Executa manutenção de programas de computadores implantados”.
  2. Pré-requisitos insuficientes – Esse é um motivo polêmico e que gera discussões acaloradas toda vez que participo de uma reunião de professores. Alguns dizem que recebemos os alunos com problemas na formação escolar, com dificuldades básicas como por exemplo, realizar operações matemáticas simples e interpretação de texto. Estes professores defendem que o processo seletivo na educação profissional seja mais rigoroso e “filtre” os alunos, fazendo com que apenas aqueles com boa formação preencham as vagas oferecidas. Outros professores acreditam que a educação profissional deve ser para todos e não deve impedir que os alunos com formação deficiente tenham acesso aos cursos, e que devemos ajudar estes alunos a alcançar a competência necessária e exigida pelo mercado.
Durante minha conversa com o colega professor, concluímos também que há uma grande diferença entre o que o mercado de trabalho quer em relação a qualificação profissional e o aluno que estamos preparando para “encarar” a dura competição por uma vaga nas empresas. Este colega professor me contou que um ex-aluno que havia feito o curso Técnico em Informática estava trabalhando em uma empresa como Técnico em Manutenção e Suporte de Computadores.
Estamos formando um técnico com perfil voltado para a programação de computadores que vai competir com centenas de bacharéis e tecnólogos de nível superior formados todos os anos.
É preciso fazer uma pesquisa mais apurada sobre o que o mercado realmente  necessita em relação ao perfil do profissional. Dependendo do resultado desta pesquisa, é preciso alterar a oferta de cursos, focando esta necessidade.
Uma coisa ficou clara para min, após esta conversa, nós da educação profissional, as vezes nos deixamos levar pela nossa formação acadêmica a achar que sabemos muito sobre o mercado de trabalho. Mas é importante que de vez em quando “descer do nosso pedestal acadêmico” e “colocar os pés no chão da realidade”.  Sabemos que há espaço para todos no mercado de trabalho, mas é preciso ter cuidado ao analisar que tipo de profissional vamos qualificar.
E você caro leitor, o que acha deste assunto?

Encerrando mais uma etapa


Final de semestre é assim mesmo, ao fechar as notas avaliamos não apenas aos alunos mas também nós professores. Verificamos nossas atitudes e fazemos uma auto-crítica. A cada dia tenho mais certeza de que ser professor é se reinventar todos os dias.

Processo Seletivo – Curso Técnico em Informática para Internet


O Centro de Educação Profissional de Anápolis – CEPA está com inscrições abertas ao processo seletivo do Curso Técnico em Informática para Internet – Nível Médio, destinado ao preenchimento de 80 (oitenta) vagas, distribuídas entre os turnos matutino e noturno.

O período de inscrições iniciou-se no dia 24/12/08 e vai até o dia 10/02/09. O candidato precisa ter concluído o Ensino Médio ou estar cursando o 3º Ano.

O Curso é totalmente gratuito, sendo cobrado apenas uma taxa de inscrição no valor de R$ 33,00, tendo uma duração de aproximadamente 16 meses.

O Edital com todas informações está disponível no site http://www.cepeduc.com.

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