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Cursos de Licenciatura em Informática EaD


Continuando com o tema abordado no último post, fiz uma relação de alguns cursos de Licenciatura em Informática na modalidade EaD.

UNIT

UFRPE

UFJF

CLARETIANO

UNOESC

IFES

UEG

IFMA

 

 

 

Licenciatura em informática, para quê(m)?


O ano era 2003 e eu procurava na internet opções de cursos de graduação na área de informática que podiam atender minhas expectativas profissionais e pessoais. Então me deparei com o curso de Licenciatura em Informática que na época era oferecido em Goiás pela UEG nas unidades de Silvânia, Sanclerlândia e Posse. Transcrevo abaixo informações sobre o curso disponíveis no site da Universidade Estadual de Goiás.

“Visa uma formação sólida e abrangente de educadores, na área de informática, enfatizando os aspectos científicos e técnicos, bem como pedagógicos e sociais.

O profissional licenciado em informática é um educador, capacitado para o ensino de informática no Ensino Fundamental, assim como no Ensino Médio e profissionalizante. Detém uma formação favorecida pela utilização da informática educativa. É um profissional com sólida e ampla qualificação científica e pedagógica capacitado a acompanhar a evolução das novas tecnologias na área de informática educacional.”

Ao ler estas informações fiquei muito interessado em fazer o processo seletivo e ingressar neste curso. Fiz a inscrição para o vestibular e escolhi a cidade de Silvânia para fazer o curso, apesar de ficar a 70 quilômetros de Anápolis.

Minha identificação com o curso me motivou a fazer a prova, mesmo sabendo das possíveis dificuldades que poderiam aparecer. Prestei o vestibular e fui aprovado, foi a primeira vez que tentei e minha alegria foi proporcional a minha preocupação com o futuro que me aguardava. Na época eu já era casado, com dois filhos e várias responsabilidades. Nada disso me fez desistir da ideia de ser um professor de informática. Fiz minha matrícula e iniciei o curso em 2004.

Infelizmente um ano depois, várias dificuldades com transporte e problemas para acompanhar as aulas me fizeram mudar de curso e também de faculdade. Entrei no curso de Tecnologia em Desenvolvimento de Sistemas que concluí em 2007.

Hoje sou professor substituto de informática no IFG e também na faculdade Anhanguera, de certa forma eu consegui atingir meu objetivo e estou feliz com isso. Mas nos últimos dias uma grande preocupação tem atraído minha atenção novamente para o curso de Licenciatura em Informática. Depois de navegar em alguns sites na internet, notei que haviam vários cursos nesta área, inclusive em modalidade EaD. Procurei então pesquisar mais sobre o assunto e cheguei até o site do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e fiz o download de um arquivo contendo informações acerca da educação superior no Brasil.

Meu foco foram os números relacionados à Formação de Professores de Computação (Informática) e os reuní na relação abaixo:

Cursos presenciais oferecidos: 58

N.º de vagas oferecidas em cursos presenciais: 3.379

Matrículas em cursos presenciais: 4.402

Concluintes de cursos presenciais: 597

Cursos EaD oferecidos: 3

N.º de vagas oferecidas em cursos EaD: 810

Matrículas em cursos EaD: 1.044

Concluintes de cursos EaD: 39

Estas informações são relativas ao ano de 2009 e mostram que existem no Brasil vários cursos de formação de professores em informática que oferecem milhares de vagas. Se juntarmos o número de concluintes dos cursos presenciais e EaD teremos 636 professores de informática no mercado de trabalho.

Minha dúvida é se estes profissionais estão sendo absorvidos pelas escolas em geral, por isso resolvi escrever este texto e levantar uma discussão acerca da inserção da disciplina de informática no ensino regular e os cursos de Licenciatura em Informática e Computação.

No texto que transcrevi anteriormente está escrito “O profissional licenciado em informática é um educador, capacitado para o ensino de informática no Ensino Fundamental, assim como no Ensino Médio e profissionalizante”, mas quando trabalhei em um centro de educação profissional em 2008, havia apenas uma professora com o curso de Licenciatura em Informática, que por sinal foi minha colega na graduação. O restante de nós eram todos bacharéis, tecnólogos e até técnicos. No instituto federal onde trabalho a realidade é a mesma, hoje não existe nenhum professor de informática que possua o curso de licenciatura nesta área.

Esta questão para min ainda está em aberto e continuarei a procurar respostas pois acredito que se existem cursos de graduação que visam a formação de professores de informática é por que existem vagas a serem preenchidas, pelo menos é isso que espero.

Hoje é Dia do Profissional de Informática


Hoje é dia do profissional de informática. Já que este blog é dedicado a relatar o dia-a-dia de um profissional de informática (eu), então achei por bem fazer aqui algumas reflexões sobr esta profissão.

  1. A profissão ainda não foi regulamentada – Esta é uma questão muito polêmica que por vezes gera acaloradas discussões entre os próprios profissionais da área, pois a pessoas que acreditam que um profissional de informática precisa ter diploma universitário e outras pessoas que acham o contrário. Não vou polemizar ainda mais este assunto. Só quero que reflitam sobre ele.
  2. Reconhecimento – Em muitas empresas o profissional de informática só é lembrado quando algum problema acontece na infra-estrutura de hardware ou software da organização. Muitas vezes quando estamos “estudando” e “pesquisando” algo somos repreendidos por estarmos sem fazer “nada”. Este é um erro muito comum, achar que só trabalhamos quando ocorrem “problemas” em algum computador da empresa. Na verdade estamos trabalhando a todo momento, procurando soluções que otimizem o trabalho, melhorem a segurança, diminuam o custo operacional, etc, etc.
  3. Suporte 24 por 7 – Nenhum profissional (isto inclui médicos, enfermeiros, policiais, bombeiros, etc) trabalha 24 horas por dia, 7 dias da semana. Isso é desumano, e pode causar sérios danos a saúde. Temos uma  vida social como qualquer outra pessoa. Temos o direito a passar um tempo com a família e amigos. Os computadores são máquinas e não os profissionais de informática.
  4. Salários x Qualificação – Alguns anúncios de empregos parecem até piada, publicam uma vaga para Analista de Sistemas Junior que saiba, programas em 10 linguagens diferentes, tenha 15 certificações, conhecimentos avançados em redes, segurança, montagem e manutenção de computadores, etc, etc, etc e ainda tenha curso superior completo com especialização. É claro que em alguns casos há pessoas que atendem estes requisitos, mas ao se deparar com o salário oferecido pelas empresas, eles desistem da vaga.
  5. Plano de carreira – Salvo algumas exceções (empresas de T.I) poucas empresas tem plano de carreira para profissionais de informática. Na maioria das vezes o funcionário entra como programador ou analista de suporte e fica nesta função até sair da empresa.
  6. Canivete suiço – Em algumas empresas o profissional de informática realiza funções que muitas vezes nem tem haver com a área de informática. Fazemos de tudo, e mais um pouco. Algumas pessoas acham que sabemos consertar qualquer aparelho eletrônico, conhecemos e dominamos todas as tecnologias existentes no mercado e até aqueles que ainda não foram lançadas.

Talvez eu tenha esquecido de mencionar mais alguma coisa. Mas em resumo era isso que eu queria refletir sobre este dia.  Feliz Dia do Profissional de Informática a todos os colegas de profissão.

O papel da tecnologia na educação


Lendo a revista A Rede edição 51, me deparei com um artigo escrito por Charo Sádaba – Diretora do departamento de empresa informativa da faculdade de comunicação da universidade de Navarra (Espanha). Todo o texto é muito bem escrito e vale a pena ser lido na integra. Mas um pequeno trecho me chamou a atenção pois resume em poucas palavras o papel da tecnologia na educação. Segue o trecho abaixo:

“O autêntico propósito educativo está em outorgar à tecnologia um caráter instrumental que seja transversal a todas as matérias. Isso dificilmente pode acontecer se a informática é isolada, como uma matéria independente, separada do restante dos conteúdos curriculares. Obter essa conquista requer começar a levar em conta o professorado. Os professores, sim, em muitos casos precisam de uma formação de caráter técnico que lhes permita entrar no mundo da tecnologia. Mas em seguida é necessário fazer um segundo esforço, muito mais profundo, para adaptar os métodos didáticos à chegada dessas novas ferramentas, de modo que se destaque o conteúdo e se assegure a finalidade do processo educativo.”

Challenges 2009


Acontece nos dias 14 e 15 de maio a VI Conferência Internacional de TIC na Educação. O evento será realizado em Portugal na Universidade do Minho.
Maiores informações podem ser obtidas no site do evento.

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